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05.07.2010 IMPRIMIR

A grande tribulação confirmada pela ciência

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Após a leitura do artigo abaixo que disponibilizo para você, algumas pessoas irão mudar suas prioridades de vida, mas para a grande maioria não fará diferença alguma, outras tão pouco conseguirão chegar ao fim da página aqui exposta. Se você for do tipo de pessoa que não enxerga nada além do trivial, que vive na futilidade um dia após o outro, não inicie a leitura abaixo.

A cada segundo que você demorar lendo este texto, 8,6 bebês estarão nascendo em algum lugar do planeta. Serão 516 nascimentos por minuto, 30.960 por hora, 743.040 por dia. Em um ano, mais de 260 milhões de pessoas estarão se somando aos atuais 6,1 bilhões , (segundo as Organização das Nações Unidas ONU - 2001- dados de crescimento demográfico, já descontado o número de mortes) todas competindo por espaço, comida e água, produzindo lixo, respirando oxigênio e eliminando carbono (CO2) além do metano nas fezes .

Se você acha que isso já é motivo de preocupação, acertou! Até pouco tempo atrás, vários cientistas atestavam que o planeta Terra poderia suportar sem problemas o dobro da população existente, baseando-se apenas nas novas tecnologias que garantiriam um aumento na produção de alimentos, mas ninguém havia chegado a uma conclusão de qual seria a capacidade do planeta em sustentar a progressão humana, devido à infinidade de fatores a serem analisados.

O que é fácil notar, é que a terra tem o seu limite e quanto mais povoada, maior será a quantidade de recursos naturais utilizados. Quanto maior for o crescimento populacional desordenado, mais difícil será atingir o desenvolvimento sustentável. Conforme a população cresce, ela necessita de uma área maior para viver e para produzir seu sustento, e com isso, as florestas que cobriam aproximadamente 60% da área terrestre, hoje cobrem apenas 22%. As florestas regulam a quantidade de carbono na atmosfera e ajudam a estabilizar o clima. Com o passar dos tempos os impactos causados pelo homem no mundo ficaram evidentes. As florestas tropicais foram destruídas, as reservas de água estão sendo contaminadas, a camada de ozônio vem sendo constantemente danificada, a emissão excessiva de carbono está causando o aquecimento global, que por sua vez, está provocando mudanças abruptas no clima em todo mundo.

As instabilidades que todos nós observamos no clima, como calor e frio extremos, secas, inundações, já estão afetando a produção mundial de alimentos, que apesar dos investimentos, já teve uma redução de 3,4% em 2005, demonstrando que o planeta já ultrapassou o seu limite de sustentabilidade há algumas décadas sem que pudéssemos perceber. Agora, muitos pesquisadores, antes céticos ao tema, ou seja, aqueles que previam prejuízos mais graves só para o final do século 21, concluem que o caos será iminente e inevitável, pois as *soluções de maior impacto, que realmente poderiam ter alguma eficiência para conter e reverter as catastróficas instabilidades climáticas, são impraticáveis, seriam:

  • a redução imediata da população mundial em pelo menos 40% dos números atuais;
  • reflorestamento de 60% das áreas devastadas;
  • redução da produção industrial em 35%;
  • substituição de todos os combustíveis fósseis;
  • redução na mesma proporção da população, dos animais criados para sustentá-la, como gados, porcos, galinhas etc., que contribuem na geração de carbono e metano, medidas impossíveis de serem realizadas em curto prazo que não acarretassem o nosso auto-extermínio.

Outra realidade que deve ser observada, é o aumento progressivo do desemprego e da miséria em todo mundo, estimulado pelas inovações tecnológicas que a cada instante substituem a mão de obra braçal deixando-a cada vez mais ociosa e descartável, mostrando que futuramente não haverá mais espaço para os não especializados. Só os latino-americanos e caribenhos chegam a 211 milhões vivendo abaixo da linha da pobreza, com um aumento de 11 milhões desde 1990 (até junho de 2002), um excedente populacional não produtivo, que sobrevive às custas do assistencialismo regional e internacional. Infelizmente, não há mais solução para essa questão, ela se tornou irreversível com o aquecimento global. Devo salientar que inúmeros cientistas já alertavam para essa situação há 30 anos atrás, sendo todos ridicularizados pela cegueira coletiva da humanidade.

Se até aqui a situação já demonstrou ser preocupante, as variações e instabilidades climáticas serão piores a cada ano, pois sua velocidade de expansão é exponencial, ou seja; a cada ano as instabilidades climáticas e seus prejuízos se duplicarão e em breve nenhuma agricultura resistirá sem uma perda considerável da produção. Vejam o caso do Sul do Brasil, que já corre o risco de perder grande parte da produção de frutas, por causa dos picos de calor de mais de 32 graus em pleno inverno!

Com o crescimento da população mundial e o declínio da produção de alimentos, fica matematicamente fácil concluir que a fome transformará, em curto prazo, milhões de habitantes de países pobres em refugiados ambientais. O resultado será o de migrações em massa e instabilidade política em todo mundo. As guerras e desastres causados pelo caos climático serão inevitáveis e matarão milhões de pessoas em todo o planeta.
Em pequena escala, os refugiados já começaram a invadir a Europa e outros países, situação a ser refreada, apenas quando a população mundial regredir para níveis novamente sustentáveis.

Cada país terá que defender seu território como puder, será cada um por si. Os EUA já triplicaram o número de soldados nas suas fronteiras e planejam construir um muro para conter a imigração em massa!

O pior que poderia acontecer, seria alguém antecipar uma das soluções de maior impacto -(*) citadas acima- para conter os catastróficos distúrbios sociais que assolarão o planeta nos próximos anos.

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Dados do MCT - Revista Fortune, Revista Nature, Centros de Pesquisas Climatológicas, MCT

 

 

 

A grande maioria das pessoas já teria parado a leitura desse texto. Se você tiver bom senso, a partir de agora deixará de se preocupar menos com o seu time de futebol, com sua novela diária, e irá buscar informações que embasem as previsões aqui expostas. Essas informações são fartas, estão por toda parte, é só ter disposição em procurá-las em jornais, revistas e telejornais diários e muita atenção nas entrelinhas. Agora algumas informações importantes que a Rede Globo não diz a você.

Levando-se em consideração apenas o aumento mundial da fome, o caos se estabelecerá por completo em no máximo em 10 anos, mas as instabilidades políticas que observamos hoje, poderão a qualquer momento antecipar esse período, e somente os que enxergarem essa realidade e tiverem recursos, poderão se prevenir e se adaptar para o futuro.

Um bom observador verá que o mundo hoje está caminhando para o caos em diversos aspectos: a miséria está desenfreada, a criminalidade, o fanatismo, a insensatez e a "sujidade humana" estão aumentando de uma forma espantosa em todo o mundo, já contaminaram instituições governamentais de diversos países, inclusive o Brasil. Estamos presenciando uma inversão de todos os valores éticos, morais e religiosos em todo o mundo! As instabilidades climáticas serão o "estopim" para o caos que as profecias bíblicas já previam e que agora possuem o aval da ciência.

Nas grandes cidades, a concentração de pessoas que trabalham apenas para seu sustento diário é imensa, ganham em média R$ 25,00/dia, para em seguida ir ao mercado comprar mantimentos. Estamos diante de uma bomba humana que poderá explodir a qualquer instante. O descontrole econômico abrupto, com o desemprego generalizado, provocará o caos social, com correria desenfreada em busca de alimentos, criminosos nas ruas, distúrbios generalizados, saques em supermercados, residências, mortes e daí por diante. O pavor causado pelo PCC em São Paulo foi uma pequena amostra do que poderá acontecer, mas de forma generalizada, nos grandes centros de todo o mundo.

Abaixo coloco algumas fontes que ratificam o texto acima.

 

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Curitiba sua com inverno mais quente da história

A onda de calor em pleno inverno que atinge o Paraná chegou ao seu ápice na tarde desta segunda-feira (24/07/06) em Curitiba. Os termômetros registraram a máxima de 29,5ºC na capital do estado, maior valor no mês de julho desde que o instituto começou a fazer a medição. Folha de Londrina.

 

Inverno mais quente da História nos EUA

Milhões de norte-americanos se questionam onde foi parar o inverno após um começo de estação com frio rigoroso que há décadas não se observava no mês de dezembro. No Maine, as pessoas jogaram golfe em janeiro. De bermudas. Em Ohio, o Lago Erie sem gelo permitiu que o serviço de ferry boat se iniciasse mais cedo. Competições de esculturas de gelo tiveram que ser canceladas, afinal o que era pra ser arte virava água em minutos. Os Serviços Meteorológicos dos Estados Unidos ainda não informaram se este janeiro de 2006 já foi o mais quente, ou deveria se dizer menos frio, de todos os tempos. Entretanto, vai estar no topo da lista.

Mudanças climáticas causam aquecimento das águas e ameaçam cardumes

Artigos 18/11/2005 |Fonte: WWF
O aumento da temperatura de oceanos, rios e lagos associados a mudanças climáticas ameaçam cada vez mais os peixes, segundo um novo relatório da Rede WWF. De acordo com o documento divulgado hoje, água mais quente significa menor reprodução, menos alimento e oxigênio para peixes de água doce e salgada. Peixes são uma fonte de proteína para 2,6 bilhões de pessoas no mundo, e a indústria pesqueira movimenta US$ 130 bilhões por ano, além de gerar 200 milhões de empregos.

No Brasil, em regiões como a Amazônia, o eventual aumento de temperatura poderia tornar as condições letais para os peixes. Muitas espécies já sofrem com temperaturas elevadas durante a parte mais quente do dia. Um aumento de 1 ou 2 graus pode causar a morte de cardumes inteiros. Com a água mais quente, a aceleração do metabolismo e a redução do oxigênio dissolvido afetariam diretamente os cardumes.

Temperaturas mais altas poderiam ainda provocar a migração de cardumes para águas mais frias. Com isso, espécies que se alimentam de peixes perderiam sua fonte de alimento. No Golfo do Alasca, em 1993, 120 mil aves, incapazes de alcançar os peixes, morreram de fome. Na Amazônia, aves como o mergulhão precisaria mergulhar mais fundo para capturar a presa, o que causaria impacto sobre a espécie.

 

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU

Efeito Estufa é muito pior do que se imaginava
Um relatório divulgado em 12/07/2001 pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, afirmou que as temperaturas globais vão aumentar drasticamente até o fim do século. Tal aumento é quase três vezes maior que o previsto há cinco anos.

Esta denúncia vem se somar a outras que asseguram que mudanças climáticas provocarão inúmeros prejuízos nas colheitas e podem diminuir em até 50% a produção de alimentos nos países mais pobres.

Diversos

Relatório secreto adverte quanto a tumultos e guerra nuclear. MCT

Grã-Bretanha será "siberiana" em menos de 20 anos. MCT

Ameaça climática ao mundo é maior do que a do terrorismo. BBC

Mudança climática nos próximos 10 anos poderá resultar numa catástrofe global custando milhões de vidas em guerras e desastres naturais. Revista Fortune

Especial da Revista Veja:
Apocalipse já! Já começou a catástrofe causada pelo aquecimento global, que se esperava para daqui a trinta ou quarenta anos. A ciência não sabe como reverter seus efeitos. A saída para a geração que quase destruiu a espaçonave Terra é adaptar-se a furacões, secas, inundações e incêndios florestais.

Em pleno inverno, São Paulo registra 30,2 graus
24 de julho de 2006 - 16:45
SÃO PAULO -
A cidade de São Paulo registrou nesta segunda-feira 30,2 graus, a maior temperatura no mês de julho desde 1943, quando as medições começaram a ser feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana na zona norte de São Paulo, de acordo com o meteorologista André Madeira, da Climatempo. No domingo, a temperatura chegou a 29,5 graus. Em pleno inverno, desde 21 de junho, São Paulo tem apresentado temperaturas de verão e clima seco. No domingo, a umidade do ar chegou a 19% no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Abaixo de 20% já é considerado estado de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fúria
Dezenas de tornados nos EUA
Dezenas de tornados fora de época atingiram o Meio-Oeste dos Estados Unidos nos últimos dias, matando várias pessoas. No estado americano do Missouri, eles provocaram mortes e destruíram centenas de casas. Ao todo, o estado teve 110 tornados desde domingo. Houve mais tempestades do que era esperado para toda a temporada de furacões no estado. O Kansas foi o segundo estado mais atingido por tornados, que destruíram 60% da Universidade estadual de Lawrence. (O Globo, 14/3/2006)

Seca e temperatura de 48 graus matam africanos ameaça global
Desertificação ameaça 2,5 bilhões de pessoas
A crescente transformação das áreas secas do planeta em desertos fez a ONU designar 2006 como Ano Internacional da Desertificação. De toda a superfície do planeta, 41% é formada por áreas secas, como o semi-árido do Nordeste brasileiro. Ano a ano, a ação do homem sobre o meio ambiente tem causado grandes perdas não só para a biodiversidade, mas para as 2 bilhões de pessoas que vivem nessas regiões. Para tentar reverter esse processo e debater mais amplamente o problema, a ONU designou 2006 como Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação. De Nova York, 13/2/2006.

Conscientização
Líderes evangélicos se unem para combater o aquecimento global
Apesar da oposição de alguns de seus colegas, 86 líderes evangélicos cristãos decidiram apoiar uma iniciativa principal de combate ao aquecimento global dizendo que "milhões de pessoas podem morrer por causa das mudanças no clima".

Artigo
A vingança de Gaia
James Lovelock, autor deste artigo, é um dos mais renomados cientistas ambientais do mundo e membro da Royal Society, do Reino Unido. Ele diz que o efeito estufa chegou a um ponto sem retorno e que "bilhões" morrerão neste século. Especial para o jornal inglês 'The Independent', em janeiro de 2006.

Recorde
2005 é ano mais quente da história no hemisfério norte e 2006 promete superar.
O ano de 2005 vem sendo o mais quente no hemisfério norte desde que os registros começaram, na década de 1860. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento de Meteorologia Britânico e da Universidade de East Anglia, na Inglaterra.

Alerta
Aquecimento poderá custar US$ 300 tri
Os fenômenos climáticos extremos causados pelo aquecimento global poderiam causar perdas econômicas no valor de US$ 200 trilhões até 2030, alerta um estudo do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas, em Berlim, citado pela agência de notícias France Presse . Na contabilidade, os pesquisadores levaram em conta fortes chuvas e enchentes, como as que têm atingido as regiões alpinas, as recentes ondas de calor na Europa, ciclones e furacões, entre outras catástrofes. Os pesquisadores alemães cobraram ação vigorosa dos governos para mitigar as causas do problema. Muitos cientistas estimam que há uma tendência de piora súbita nesses eventos extremos já observados, uma vez que o desequilíbrio climático favorece sua ocorrência. 27/8/2005

Estudo
Maior degelo em 10 mil anos
PARIS.
O derretimento de enormes blocos de gelo da plataforma glacial de Larsen-B, na Antártida, é o maior dos últimos 10 mil anos.

Clima
Onda de calor mata nos EUA
Uma onda de calor que atinge os EUA já matou ao menos 40 pessoas, a maior parte na região sudoeste, e levou as autoridades a tomar providências para combater os efeitos das temperaturas, que têm superado os 40C. Em Nova York, o prefeito Michael Bloomberg anunciou a abertura de mais de cem centros onde a população poderá parar para beber água gelada, usufruindo do ambiente com ar-condicionado, e pediu que os habitantes fiquem atentos aos seus vizinhos mais idosos. Da Folha de S. Paulo, 27/7

Estudo
Aquecimento global pode ter atingido ponto de não-retorno
A temperatura média do planeta vem crescendo com uma regularidade preocupante. Alguns cientistas, inclusive, acreditam que já possa ter atingido o ponto de não-retorno, um quadro onde não é possível reverter a tendência de alta. 2004 foi o quarto ano mais quente em mais de um século. Acredita-se que 2005 deve ser ainda mais quente, podendo superar também as temperaturas verificadas em 1998, que estiveram entre as mais altas do século passado. E o resultado disso já pode ser comprado com os crescentes desequilíbrios climáticos registrados em várias partes do mundo. É o caso, por exemplo, dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que enfrentam uma seca de proporções inéditas. Do Sindijus-PR, 16/3/2005

Temperatura global está aumentando mais rápido que o previsto
WASHINGTON. Uma simulação por computador demonstrou que as temperaturas mundiais podem estar aumentando muito mais rápido do que o previsto pelos cientistas. A informação do Sistema Modelo para a Comunidade Climática, conhecido como CCSM3, será apresentada no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas — um organismo internacional de especialistas, instaurado pelas Nações Unidas para assessorá-la sobre temas relacionados com o impacto ambiental das mudanças climáticas. Segundo a Fundação Científica Nacional Americana, uma variedade de modelos foi usada anteriormente para entender as conseqüências no ambiente do CO2. Da France Presse, 27/6/2004

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Em tempo: A população mundial hoje é de cerca de 6,5 bilhões de pessoas. Existe no planeta 0,01% de água potável disponível para uma população de no máximo 20 bilhões de pessoas.
www.jornaldosamigos.com.br

 

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Autor: Lelis, jornalista e economista, Curitiba-PR

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